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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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CHITA ESTÁ MUITO PERTO DA EXTINÇÃO

Mäyjo, 18.03.17

chita

O animal terrestre mais rápido do mundo está a um pequeno passo da extinção, segundo dados agora divulgados no âmbito de uma investigação da Sociedade Zoófila de Londres e da Wildlife Conservation Society.

 

Segundo estas entidades, estima-se que em todo o mundo existem apenas cerca de 7.100 chitas, com somente 9% do território que é considerado o seu habitat natural a ser ocupado por esta espécie. O desaparecimento destes animais está a ser especialmente sentido na região da Ásia. Mas não é apenas nesta região que os números têm vindo a diminuir a um ritmo alarmante. No Irão, por exemplo, já só há cerca de 50 chitas a viver no país, e no Zimbabué os dados indicam que na última década cerca de 85% da população de chitas desapareceu, com a caça ilegal a ser apontada como a principal causa para muito provável extinção da espécie.

O estudo avança ainda com mais um dado que ajuda a perceber como se chegou a esta situação: cerca de 77% dos locais habitados por chitas não são zonas protegidas por lei, o que muito contribui para aumentar a ameaça a que estes animais estão sujeitos.

Depois de conhecidos estes dados, o objectivo passa agora por rever o nível de perigo da espécie, passando de “vulnerável” para ameaçada” na lista das espécies ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza.

Foto: via Creative Commons 

GIRAFAS PERTO DA EXTINÇÃO

Mäyjo, 25.11.16

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Em apenas 30 anos a população mundial de girafas diminuiu perto de 40%, com a espécie a ser considerada esta semana pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) como “vulnerável”.

 

No relatório divulgado, no âmbito da Conferência das Partes do Convénio sobre Diversidade Biológica no México, é possível analisar os dados entre 1985 e 2015, chegando-se à conclusão que durante este período o número de girafas pelo mundo sofreu uma redução entre 36 e 40%.

Segundo a IUCN, o aumento da presença humana no habitat natural desta espécie, a expansão da agricultura, a actividade mineira, entre outras, são as principais causas para a elevada diminuição da população mundial de girafas.

Para Julian Fennessy, da IUCN, as girafas surgem com muita frequência em safaris, nos meios de comunicação e em jardins zoológicos, não havendo assim uma consciência global de que este animal está a sofrer uma “extinção silenciosa”.

Em 2015 havia 97.562 girafas no mundo, segundo o documento da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

Foto: Eric Baker / Creative Commons

LAMPREIA-DO-SADO CORRE SÉRIOS RISCOS DE EXTINÇÃO

Mäyjo, 03.11.16

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Dados recolhidos por uma equipa de cientistas a estudar a Lampetra lusitanica, espécie sem valor gastronómico e que existe apenas na baía do Sado, apontam para um “declínio acentuado do número de efectivos”, disse Catarina Mateus, investigadora da Universidade de Évora. “Verifica-se uma redução drástica da área de distribuição desta espécie de água doce”, alertou a bióloga.

 

As conclusões foram tidas no âmbito de um trabalho de investigação sobre a “Lampetra lusitanica”. Já há três anos a investigação desta equipa, que conta com o apoio do MARE, Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, tinha identificado esta espécie das demais lampreias existentes em Portugal, migradoras e não migradoras.

“É uma espécie à beira da extinção, se não se fizer nada rapidamente”, declarou o investigador Pedro Raposo de Almeida, da Universidade de Évora, à Lusa. “É urgente adoptar medidas dirigidas à conservação desta espécie e do seu habitat, caso contrário a mesma poderá extinguir-se num futuro próximo.”

A lampreia do Sado habita um dos rios portugueses onde a pressão das actividades humanas se faz sentir de forma notória na qualidade e disponibilidade da água. Nesse local a “intermitência de algumas linhas de água é responsável por ‘stress’ hídrico, condição agravada pela presença de inúmeras tomadas de água, de efluentes contaminados com resíduos orgânicos, vários focos de poluição e proliferação de espécies piscícolas exóticas”, explicam os investigadores.

Para a responsável do projeto de investigação, Catarina Mateus, a reabilitação do leito e margens da ribeira da Marateca poderão ser determinantes para evitar a sua extinção.

Foto: Filipe Lopes